sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Fábulas Em Extinção - Prólogo

Esta série é sobre princesas que precisam deter um poderoso inimigo que deseja acabar com todas as histórias do Mundo do Faz de Conta! Acompanhe suas aventuras!!!



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Fábulas Em Extinção
Prólogo


  
Reino Encantado.
Castelo para reuniões e festas.



A reunião havia acabado de começar e todos já estavam socializando. Todo mês, Aurora e Felipe organizavam essa reunião para debater diversos assuntos do Reino Encantado*. Após chegar, Ariel foi cumprimentar sua querida e fiel amiga, Cachinhos Dourados:
— Oi, amiga! Estava morrendo de saudades de você! Você não vai acreditar no que aconteceu comigo!
— Arieeeel! Ainda bem que você veio, tenho várias novidades para lhe contar. — Cachinhos falou, empolgada.

* Nota: o Reino Encantado é o reino que engloba todos os outros. Imagine o Reino Encantado como um país, e os outros reinos como os estados.


Ao lado, Aladdin e Jasmine conversavam:
— Meu amor, eu sei que o gênio é seu melhor amigo, mas ele não pode mais morar conosco. Eu preciso de privacidade! — Jasmine exclamou.
—Minha querida, ele não tem para onde ir.
— Mas e a lâmpada mágica?
— Ele detesta ficar lá.
­— E eu detesto dividir meu lar com ele! Isso já passou dos limites! — Bufou.
Jasmine não aguentava mais conviver com o gênio; ela o queria longe, mas Aladdin não tinha coragem de expulsar seu amigo.



Elsa, Anna e Flynn conversavam sobre os planos para o inverno.



Minutos depois, Flynn decidiu juntar-se ao casal Bela e Mason.
— E aí, gente! — Flynn os cumprimentou.
— Olá, Flynn! — Mason e Bela responderam, em uníssono.
— Eu estava falando agora mesmo, com Anna, que vocês dois deveriam se juntar a nós no inverno. Seria uma honra recebê-los em Arendelle*.
— Não sei, não. Nós temos muitos afazeres, não dá tempo para ficar fazendo viagem.  — Mason falou, com cara de quem estava aborrecido.
Sem graça, pelo comportamento do marido, Bela interveio:
— O que Mason quer dizer, é que sempre ficamos ocupados no inverno, no entanto, nós adoraríamos visitar Arendelle na primavera.
— Perfeito! Estaremos aguardando vocês dois. — Flynn sorriu. — Agora, se me dão licença, irei falar com meus velhos amigos, Príncipe Eric e Princesa Ariel.

* Nota: Arendelle é o reino natal de Flynn, Elsa e Anna. Nesta história, Arendelle equivale a um Estado pertencente ao Reino Encantado.



— Mason, mesmo quando você era uma fera, eu te amei. Esses seus ataques de ciúmes são desnecessários.
— Eu sei, minha querida. Eu faço de tudo para evitá-los, mas quando eu olho para você e vejo essa mulher irresistível, que todo cavaleiro gostaria de ter...
— Essa mulher irresistível só tem olhos para você. — Ela respondeu, enquanto selava seus lábios no dele.
Mason era aquele típico esposo ciumento. Ele tinha ciúmes de tudo e de todos, mas tentava se controlar. Ele sabia que aquilo era uma coisa tóxica e fazia mal para seu casamento.


— Me desculpe ter faltado às últimas duas aulas de arquearia. Eu juro que iria, mas aconteceram uns imprevistos. — Anna falou.
— Sem problemas! Semana que vem estarei te esperando no lugar de sempre. — Merida disse, sorrindo.
Depois dos incidentes com Hans, Anna tinha decidido que aprenderia a defender-se e pediu ajuda a Merida.

* Nota: Hans é o vilão e inimigo de Anna no filme “Frozen”.


Enquanto todos conversavam e riam, Branca de Neve só queria acompanhar as tretas que rolavam no Twitter das Fadas.


— Aladdin, o que você acha de pintarmos o cabelo de Aurora enquanto ela estiver dormindo? Eu já falei com Felipe e ele topou deixar a gente entrar no castelo. — Cinderela sugeriu.
— Seria demais! Eu topo. Já até imagino a rainha de cabelos verde. — Aladdin falou, entre risos.
Cinderela, Aurora e Aladdin eram melhores amigos. Eles eram umas das fábulas mais antigas, e mesmo assim, viviam fazendo brincadeiras infantis e pregando peças.


Perto do ponche, o ruivo Príncipe Miguel conversava com o Príncipe João e Pocahontas:
— Eu acho que a reunião de hoje está esplêndida. O número de pessoas está bem abaixo do normal, mas acho que prefiro assim. — Miguel falou.
— Eu concordo. Aurora e Felipe estão fazendo um ótimo trabalho. — João concordou.
— Eles não fazem mais que a obrigação, afinal, são rei e rainha. — Pocahontas disse, enquanto tomava um gole do ponche.
— Parece que alguém está de mau humor... — João riu.
— Olha aqui, João! Ao invés de ficar falando da minha cabeça, por que você não sobe no seu pé de feijão e se joga de lá?! — Ela reclamou, enquanto se afastava.
Pocahontas estava de péssimo humor, pois seu esposo estava em uma missão no sul e não pôde comparecer à reunião.


No outro lado do salão, Rapunzel e Pinóquio dialogavam:
— Então você finalmente resolveu aparecer nos eventos, hein? — Rapunzel perguntou, sorrindo.
— Bom, não é fácil sair quando sou um boneco de madeira. Os cupins são terríveis! — Pinóquio respondeu, com bom humor.
 — Agora que você é um menino de verdade, vai poder comparecer em todos os eventos.
— Eu espero que sim!
— E como está o tio Gepetto? — Ela indagou.
— Ele está bem. — Respondeu, sorrindo.
Rapunzel era uma antiga aluna de Gepetto. Ele dizia-se um carpinteiro, mas era, na verdade, um brilhante cientista e passava seus conhecimentos para Rapunzel.


Todos estavam conversando quando ouviram duas batidas no microfone. Era Aurora, ela estava no palanque. A princesa, que antes era conhecida como “A Bela Adormecida”, agora era a líder dos contos; ela era a rainha do Reino Encantado.
— Primeiramente, eu gostaria de agradecer a todos que estão presentes. Eu sei que as coisas têm sido difíceis, principalmente nesta semana, que completa dois meses desde o desaparecimento de Chapéuzinho e Alice.  Grande parte de nossa população não está aqui hoje. Alguns estão em missão, outros resolvendo problemas do Reino e outros simplesmente não quiseram vir.


— Quando vocês me elegeram rainha, eu prometi que faria o meu melhor por esse reino, e é o que eu estou fazendo. Pode parecer que não, mas eu trabalho duro todo dia. Todo dia eu faço o possível e o impossível para proporcionar, a vocês, a vida que merecem. Recentemente eu enviei quinze príncipes para o sul, em busca das fábulas desaparecidas. Infelizmente ainda não temos notícias deles, mas eu tenho fé de que nossos príncipes retornarão com Alice e Chapéuzinho!
O salão aplaudiu.


— Entretanto, damas e cavalheiros, hoje não é um dia para assuntos negativos. Hoje é um dia para nos alegrarmos! Assim, eu tenho um presente para vocês!
Todos ficam eufóricos e ansiosos para ver qual seria essa surpresa.


— Para os cavalheiros, ternos Abracadabra* novíssimos! Bordados e produzidos pela maior costureira de todo o Reino Encantado. Vocês podem pegá-los agora mesmo, na sala ao lado.

* Nota: ternos Abracadabras não sujam e nem estragam. São cobiçados por todos no Reino Encantado.


Rapidamente todos os cavalheiros do salão foram até a porta da sala. Eles estavam inquietos e eufóricos para ter seu próprio terno Abracadabra.  E, por isso, logo formou-se uma aglomeração de homens em frente a porta; e todos correram até os ternos.


— E para as princesas, uma semana grátis no Spa! E os presentes não param por....


Aurora foi interrompida com um estrondoso barulho vindo da sala ao lado, a sala onde os homens estavam. Era uma enorme explosão! Rochas e partes do castelo começaram a cair, parte do teto também. O castelo estava desmoronando e, rapidamente, os escombros bloquearam a saída principal e a porta para a sala ao lado.
Elsa e Cachinhos abaixaram-se para evitar que as pedras atingissem suas cabeças.


Branca de Neve e Anna ficaram paralisadas, apavoradas com o que estava acontecendo; ambas não conseguiam se mexer.


Cachinhos e Elsa resolveram correr até as outras princesas, porém, no percurso, uma rocha atingiu a cabeça de Cachinhos, fazendo-a cair no chão. Elsa continuou correndo.


Pocahontas corria rapidamente, desviando das rochas que caíam. No entanto, ao fazer uma curva velozmente, ela torceu o tornozelo, impossibilitando-a de continuar correndo.


Ao perceber que a situação não melhoraria, Mulan e Branca de Neve também começaram a correr.


— Aurora, o que vamos fazer? Estamos sob ataque! Provavelmente isso é obra das bruxas!
— Cinderela, eu tenho um plano. Pegue o máximo de princesas que você conseguir e vá para a sala secreta, o mais rápido possível.
— Você está com a chave aí?
— Sim, eu já entreguei à Rapunzel. Ela está abrindo a porta.


Para acessar a sala secreta era necessário abrir três portas. Rapunzel ainda estava na segunda; o nervosismo do momento fazia suas mãos tremerem, o que dificultava sua ação.


Aurora, Ariel, Bela, Cinderela, Elsa, Jasmine, Merida e Rapunzel conseguiram entrar na sala. Esse recinto secreto só era acessado em casos extremos, pois aquela era a sala com os livros de todas as fábulas e contos do Reino Encantado. Todas as histórias estavam registradas ali.


Ariel era a mais abalada do grupo. Ela detestava violência e, até mesmo em pequenas discussões, ficava abalada.


— Nós temos que pensar em um plano. Essa sala é mais forte e resistente, mas não vai durar muito tempo. — Bela falou.
— Eu já tenho um plano. — Aurora disse.


— Então fale logo! — Cinderela exclamou.
— Atrás desta estante há uma passagem secreta que leva ao laboratório. — Aurora explicou, enquanto olhava nos olhos assustados de suas companheiras.


— O laboratório vai nos manter seguras? — Merida indagou.
— Não por muito tempo. — Aurora suspirou. — Contudo, há um portal que pode salvar vocês.
— Um portal para onde?
— Para o mundo dos humanos.
Todas ficaram pasmas.


— Eu não vou para lugar nenhum sem minha irmã! — Elsa exclamou. — Eu vou voltar lá e resgatar Anna.


— Você não vai a lugar nenhum. — Aurora ordenou, séria. — Eu sou a rainha aqui e vocês irão fazer o que eu mandar. Eu prometi proteger vocês e é isso o que irei fazer.
— Mas e quanto às outras que ainda estão no salão? — Jasmine questionou.
— Eu voltarei para resgatá-las. — Aurora respondeu, tentando impor confiança.


— Você não pode voltar lá sozinha! — Cinderela gritou com cara de desaprovação. — Eu voltarei com você.
— Cinderela, você não pode. Você é a segunda mais velha aqui. Eu preciso que você cuide das outras no mundo dos humanos. — Disse Aurora.
Cinderela não gostou de ouvir isso; no entanto, ela compreendia que era o necessário a ser feito.

— Rapunzel sabe como ligar e ativar o portal. Ela irá levar vocês até lá. — Aurora disse.
— Isso mesmo. Vocês podem contar comigo. — Rapunzel falou.
— O portal irá levá-las até uma fazenda. O lugar não é muito grande, mas sei que vocês darão um jeito. Lá também tem plantações, cujos produtos vocês podem vender para se sustentar. Mas tomem cuidado. Esse não é o único portal no mundo, e do mesmo jeito que vocês vão para lá, outras fábulas também podem ir.


— Eu ficarei aqui com você. Eu também sou uma das mais velhas e você não pode ficar aqui sozinha. — Bela falou.
— Tudo bem. — Aurora concordou.
A rainha queria manter todas seguras, mas sabia que não iria conseguir resgatar as outras do salão sozinha e, por isso, permitiu que Bela ficasse.


— Merida, querida, você é nossa melhor guerreira. Eu preciso que me prometa que irá fazer de tudo para proteger as outras. — Aurora pediu.
— É claro que eu prometo. —Respondeu, enquanto abraçava sua rainha.


Elas então chegaram ao laboratório e lá havia três portais.
— Qual dos três é o certo? — Jasmine perguntou. — Não estou a fim de parar em um mundo paralelo.
— É o primeiro. E não se preocupe. Eu sei muito bem o que estou fazendo. — Rapunzel respondeu.
As aulas com Gepetto proporcionaram à Rapunzel um grande conhecimento sobre máquinas científicas.


Rapunzel ligou o portal e o configurou. Tudo parecia estar pronto para a viagem.


Mas de repente, o portal se apagou.
— Eu não entendo... Eu fiz tudo certo!
— O que houve, Rapunzel? Algum problema? — Cinderela perguntou.
— O portal não está estável. Eu não entendo... — Rapunzel falou, tentando compreender qual era o erro.


As princesas já estavam preocupadas com a situação, quando Rapunzel se lembrou do que faltava:
— É claro! — Ela exclamou. — Eu esqueci de colocar a senha!
Após inserir a senha e liberar o dispositivo para uso, Rapunzel desbloqueou o portal para que Bela e Aurora não precisassem de senha para utilizá-lo.


Rapunzel foi a primeira a atravessar.


Merida foi a segunda, e logo atrás as outras princesas.


Aurora e Bela estavam de volta ao salão principal. As explosões tinham parado, contudo, o salão estava quase todo coberto com escombros. Elas caminhavam devagar, observando tudo, na tentativa de achar as outras princesas, mas ao se depararem com uma bizarra cena, ambas ficaram chocadas.


Um homem, com o poder de sua mente, fazia Pocahontas flutuar; em seguida, ele a arremessou no chão. 


— Ei, você! Se afasta dela agora! — Aurora gritou.
Bela estava assustada, mas mesmo assim reagiu:
— É isso mesmo! Larga ela agora!


Ao escutar as vozes, o homem deixou Pocahontas no chão e caminhou em direção ao par de princesas que se localizavam bem à frente.


— Isso será divertido. — Ele afirmou, enquanto as encarava como fáceis presas.


O homem correu na direção das duas e, antes que elas pudessem ter qualquer reação, ele arremessou Aurora para longe com sua telecinese*.

* Nota: Telecinese é o termo usado para descrever a habilidade de mover objetos e pessoas com o poder da mente.


Em seguida, ele agarrou Bela pelo pescoço. Ele começou a enforcá-la com uma estrondosa força. A visão da princesa estava começando a falhar e seu fôlego desaparecendo.


Por sorte, Aurora chegou por trás e o atacou com socos e pontapés. Ele soltou Bela e rapidamente virou-se revidando aos ataques da princesa loira.


Aurora tentava acertá-lo com seus punhos, mas o homem era treinado e desviava facilmente das investidas.


O sujeito estava bem irritado com a persistência das duas. Ele jogou Aurora no chão e começou a pisoteá-la, com raiva.


Assustada e furiosa com a cena, Bela recorreu a um recurso que ela nunca havia usado antes: a violência. Ela acumulou toda sua força nos punhos e lançou um murro no rosto do inimigo.


O soco machucou sua mão, mas ao perceber que tinha atordoado o adversário, ela ignorou a dor e correu até Aurora.
As duas estavam machucadas e cansadas. E embora fossem duas contra um, essa vantagem não era o suficiente. O homem era rápido e treinado, e por mais que elas tentassem lutar, no final ele iria vencê-las. A única solução plausível, então, era fugir.


— Aurora, nós precisamos correr. Agora! ­—Bela gritou, enquanto corria e puxava a amiga pelos braços.
— Mas e as outras princesas?
— Pocahontas está desmaiada e não vejo mais ninguém aqui. Não dá para salvar as outras princesas se também formos pegas!


Elas correram para o laboratório e o misterioso homem vinha logo atrás.
— Nós temos que ir para o mundo dos humanos agora! Liga esse portal! ­— Aurora gritou, com desespero em sua voz.
— Qual dos três é o certo?? — Bela indagou, com pavor.
— É o do meio. Aperte o passo! Nós não temos muito tempo!


O portal já estava ligado e tudo estava pronto para a viagem.


— Você vai na frente. ­— Aurora ordenou.
— Eu não irei te deixar para trás!
— Bela, não temos tempo para isso! O portal só suporta uma pessoa de cada vez. Vá logo e faça o que estou mandando, pois daqui a pouco ele chegará aqui.


Bela assentiu e atravessou. Ela cumpriu sua parte do plano, mas Aurora não. Após a travessia de Bela, Aurora destruiu os três portais. Se ela atravessasse, o homem poderia simplesmente atravessar atrás, já que os portais só poderiam ser desativados naquela sala, e não de onde elas iriam parar.


Aurora havia feito o que era preciso para proteger as amigas, mesmo que isso significasse ser capturada. Ela estava realizando um sacrifício, e esse seu ato de altruísmo era a prova de que ela era uma verdadeira rainha.


Ao atravessar o portal, Bela imediatamente percebeu que aquele não era o mundo dos humanos. Ela havia entrado no portal errado. Logo, virou-se para retornar ao Reino Encantado, mas o portal não estava funcionando.


Ao perceber o que havia acontecido, a princesa começou a chorar. Ela estava presa naquele lugar e não tinha volta.


Bela estava condenada a passar a eternidade ali, sozinha. E a pior parte era que ela não fazia ideia de que lugar era aquele.


[Continua...]





Obrigado, amigo leitor, por ter lido até aqui! E eu super agradeço se puder deixar um comentário abaixo! Tenha um ótimo dia!


Créditos:

Deixo aqui os meus agradecimentos a todos os criadores de CC e poses. // I leave here my thanks to all the creators of CC and poses.
Vestidos: kyosfera.com
Castelo: DulyTSims
Infelizmente não tenho os links para os cabelos e poses.

Agradecimentos:

* Gostaria de deixar aqui meus agradecimentos a minha querida amiga, Sally Winter, que criou as capas para mim e me deu um suporte incrível! Amo vc, amiga!