Rebekah é uma Sim que descobre ser uma Delphin, uma raça sobrenatural procurada tanto pelos Caçadores quanto pelos Vampiros. Acompanhe suas aventuras e descubra os segredos que essa história guarda!

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A Última Delphin
Capítulo 2 – Despertar.

Newcrest.
Casa de Rebekah e Christian.


Nota: Devido a problemas no jogo, tive que mudar a casa de Christian e Rebekah.
Nota2: Para evitar bugs, também alterei o cabelo de Christian.


Uma tragédia havia acontecido: o corpo morto de Mirela estava na sala e Christian não fazia a mínima ideia do que fazer.


Ele não entendia o que tinha acontecido, não entendia o porquê de ter feito aquilo. Sua mente estava uma bagunça e suas emoções descontroladas. Sentia um desespero que o fazia tremer, e, ao mesmo tempo, uma raiva que o corroía.


Enquanto lágrimas escorriam em seu rosto, seu único pensamento era o que iria fazer. Uma parte de si desejava esconder o corpo e fingir que nada aconteceu, enquanto outra queria ir até a delegacia e confessar tudo.


Enquanto estava decidindo o que faria, sentiu um vento percorrer o local. Um vento tão frio que penetrou suas roupas como uma faca. Ele estremeceu e, ao olhar para trás, deparou-se com uma fumaça negra.


Em segundos, a fumaça se desfez e uma entidade foi revelada. Era feminina, com um corpo formoso, olhos e cabelos vermelhos e com um sorriso malicioso em seu rosto.


— Quem diabos é você? Como você entrou aqui? — Christian perguntou, horrorizado. Ele não estava acreditando que tinha visto uma mulher simplesmente surgir de uma fumaça.


— Eu sou Margaery, meu jovem. Mas não precisa se preocupar com isso. — Ela falou, com um sorriso perverso. — Pelo que me parece, você fez um estrago por aqui, hein?


Margaery estava referindo-se à Mirela, o que deixou Christian nervoso. Ele estava tremendo e com medo, então, sem pensar muito, ele disparou:
Ela desmaiou...


Ao ouvir aquilo, a vampira gargalhou. Por algum motivo, ver o desespero de Christian era engraçado para ela.
— Eu sei que você a matou, Christian. — Ela falou, séria, cessando subitamente suas gargalhadas. — Eu sei que você sugou todo o sangue dessa garota. Sei que você quis parar, mas não conseguiu. E sei que, no final das contas, você sentiu prazer enquanto fazia o que fez.
— Quem é você? Como você sabe meu nome? Como sabe disso tudo?! — Christian questionou, enquanto dava alguns passos para trás, lentamente. Ele estava apavorado, desesperado e amedrontado. O fato de Margaery saber daquilo tudo o fazia se arrepiar todo.


— Não precisa ter medo, minha criança. Eu não irei te machucar. — Ela disse, tentando amenizar o medo dele. Só estou aqui para ajudar.
Como assim? O rapaz perguntou, ainda receoso.
— Bom, é nítido que você fez uma burrada e agora está com problemas. — Ela afirmou, apontando para Mirela. — Mas não se preocupe, estou disposta a te amparar, se aceitar fazer um trato comigo.
— Que tipo de trato?
— Oh, é simples! Eu te acudo agora e, no futuro, quando eu precisar, você me retribui o favor.


Christian ficou em silêncio. Ele estava pensativo; ele sabia que não deveria confiar em uma estranha, mas qual escolha ele tinha?
O tempo está correndo. — A ruiva disse, tentando colocar pressão. — Você pode aceitar minha ajuda e sair ileso, ou você pode se explicar para os policias e Rebekah...
Você não ouse envolver Rebekah nisso! Ele berrou, furioso. Por um momento, Margaery conseguiu ver os olhos de Christian ficarem avermelhados. Aquele era seu lado vampiro despertando, e Margaery não poderia ficar mais contente ao perceber aquilo.
— Eu aceito seu trato. Se você me ajudar, ficarei te devendo. — Ele falou, frio.


Perfeito! Ela falou, com um sorriso debochado, satisfeita por seu plano ter dado certo.
Sem perder tempo, iniciou o Ritual do Trato, uma habilidade que somente vampiros extremamente poderosos possuíam. O ritual basicamente fazia com que ambos cumprissem sua parte do acordo, mesmo que contra a vontade. Ou seja, quando chegasse a vez de Christian cumprir sua parte, ele não teria escolhas. O ritual seria mais forte que ele, fazendo-o cumprir o que prometeu.
— Eu, Margaery, me comprometo a cumprir minha parte do acordo. Ela entoou. — Agora é sua vez. Repita o que eu falei substituindo meu nome pelo seu. — Ela disse, em tom de ordem.
Ele não havia entendido direto, mas preferiu não contestar e simplesmente repetir:
Eu, Christian, me comprometo a cumprir minha parte do acordo.


Com o ritual finalizado, era hora de Margaery cumprir sua parte do plano: ela concentrou-se por alguns segundos, direcionou sua magia para a mão e lançou um feitiço no ar.


— Pronto! Minha parte aqui está feita. — Ela afirmou. — Agora, já vou indo.
Espera! — Christian exclamou. — Você precisa dizer o que está acontecendo comigo. Por que todas essas coisas estranhas estão acontecendo? Por que minha cabeça tá uma confusão? E o mais importante: por que eu fiz aquilo com Mirela?
— Você terá suas respostas no momento certo. — Margaery respondeu e, logo em seguida, desapareceu na mesma fumaça negra que a trouxe.


Christian olhou para trás e o corpo de Mirela não estava mais ali. Ele não sabia o que Margaery tinha feito, mas havia dado certo.


Distrito desconhecido.
Quartel secreto dos Caçadores.



No laboratório, Nicolas finalizava sua pesquisa. Seu objetivo era localizar Rebekah; e ele estava quase terminando.


— E então? Conseguiu localizá-la? — Louis questionou. — Você sabe que não temos muito tempo.
— Sei sim, senhor. — Nicolas respondeu. — Estou prestes a terminar, mas o senhor tem certeza de que esse é o melhor momento para contatá-la? Quando ela descobrir a verdade, sua vida mudará completamente.
— Você está duvidando das minhas decisões, agente? — Louis perguntou, ríspido. Nicolas abaixou a cabeça e a balançou de forma negativa. Louis era o general daquele quartel e não gostava de ser desafiado ou contestado.


— Não me importo se a vida dela irá mudar. — Louis afirmou. — A essa altura, os vampiros já estão de olho nela. Se demorarmos mais, podemos perdê-la. E não vamos esquecer que os poderes dela podem despertar a qualquer momento.


— Sim, o senhor tem razão. — Nicolas concordou, enquanto caminhava até o computador. — Falta só eu terminar de hackear a rede de câmeras da cidade...


— Pronto! — Nicolas disse, levantando-se. — Agora é só esperar e a localização dela irá aparecer pra gente.
— Bom trabalho.
— Eu sinto pena da garota. — Nicolas lamentou. — A vida dela vai mudar da noite pro dia; seus sonhos serão destruídos...
— Não há nada que possamos fazer. — O general declarou. — Quando descobri sobre a existência da Delphin semanas atrás, permiti que ela continuasse vivendo sua vida por mais um tempo. Queria que ela aproveitasse sua vida mais um pouco, mas agora percebo que fui tolo.


— O senhor não foi tolo, apenas tentou fazer algo bom.
— Não. Eu fui totalmente irresponsável. Nesse meio tempo, os poderes dela poderiam ter despertado ou, pior, os vampiros poderiam tê-la alcançado.
— O senhor acha que eles sabem da existência da garota?
— Mas é claro que sabem. Eu só não entendo porque ainda não se manifestaram.
— Talvez por medo. — Nicolas sugeriu. — Eles sabem que se mexerem com a Delphin, nós entraremos em guerra.
— Talvez, mas isso nunca os impediu antes. — Louis falou, pensativo.


Antes que pudessem continuar a conversa, o monitor da tela ligou.
— Bom, aí está. A Delphin está na biblioteca de Willow Creek.
— Bom trabalho, Nicolas! Mandarei os caçadores Clarke ao local. Quanto antes agirmos, melhor.


Willow Creek.
Biblioteca Municipal.



Na entrada da biblioteca, Rebekah e seus colegas de trabalho organizavam o leilão que iria acontecer dentro de algumas horas. Ela estava super animada com aquele evento, já que todos os lucros iriam para o sistema de adoção do Quarto Império. Rebekah foi adotada com sete anos, mas, antes disso, sofreu muito, já que o sistema de adoção da época era falho. Sua felicidade, ao saber que as crianças de hoje em dia recebiam um melhor tratamento, era evidente.


Ela estava terminando de organizar o preço das pinturas quando avistou duas figuras conhecidas entrando pela porta.


Eram Arthur e Natalie, antigos amigos de Rebekah. Arthur havia sido adotado dois anos antes de Rebekah; e eram bons amigos desde a época no orfanato. Eles se reencontraram anos atrás, em uma viagem, quando ela conheceu Natalie e as duas tornaram-se grandes amigas.


— Pelo Grande Prisma! Não acredito que vocês vieram de Brindleton Bay até aqui! — Rebekah falou, totalmente eufórica e alegre com aquela visita. — Me dá um abraço antes que eu enfarte!
Arthur logo se apressou para abraçar a amiga de infância. Mesmo depois de adotado, ele sempre pedia para suas mães o levarem até o orfanato, assim poderia rever os amigos. Mas olha só você! Continua a mesma tampinha de sempre! Arthur disse, com um sorriso no rosto.
Natalie fez o mesmo logo em seguida:
Quanto tempo, Beka! Você está tão bonita! E esse anel no seu dedo? Quem é o felizardo?



— Arthur! Quantas saudades de você, Gigante! — Rebekah brincou, enquanto caminhava com o casal em direção ao sofá. Arthur sempre foi o mais alto entre as crianças e, por isso, foi apelidado como “Gigante” por seus amigos do orfanato. — Nat! Você também tá linda! Seu cabelo tá maravilhoso! E sobre o anel: o nome dele é Christian. Ficamos noivos há poucos meses e eu nunca estive tão feliz! — Ela explicou, feliz por falar em seu noivado, porém, mais feliz ainda por estar diante de seus amigos. — Mas e vocês? Como estão as coisas?


Está tudo bem... Agora. Arthur disse, num tom duvidoso; ele olhou para Natalie, que sorriu de lado.
Estamos bem, mas vamos melhorar. Natalie falou.
Fico muito feliz com seu noivado! E aguardo os convites para o casório hein! Arthur brincou, mudando de assunto. Esse rapaz deve ser boa gente pra casar contigo.
Ah, com certeza ele é! Rebekah exclamou.


— E é claro que vocês serão convidados! Eu jamais poderia casar sem a presença de vocês dois! — Rebekah disse. — Inclusive, eu quero que você seja minha madrinha de casamento, Nat.


Madrinha? Eu? Pelo Grande Prisma, que honra! Disse Natalie, de forma empolgada.
  E eu não serei padrinho não? Arthur perguntou, com uma cara de desânimo.
Claro que vai, seu bobo! Rebekah respondeu, rindo.
Fico honrado tanto quando Nat. Mas, Bekah, tem algum outro banheiro? Eu tô apertado e esse daqui tá interditado!


— Poxa, Art. Infelizmente aqui só tem esse que tá interditado. — Rebekah lamentou. — Mas ali na esquina tem uma loja onde o uso do banheiro custa cinco Simoleons. Você pode ir lá.


Ah, sem problemas! Vou lá correndo, antes que, né?... -Arthur saiu apressado pela porta da biblioteca.


— Quer aproveitar e dar uma olhada nas pinturas que serão leiloadas, Nat? — Rebekah indagou a amiga.
— Claro! Quero sim.
Elas caminharam até a entrada do salão, que estava protegida por dois seguranças. A princípio, eles estranharam a entrada de Natalie, no entanto, Rebekah garantiu que não tinha problema, já que ela era sua acompanhante.


O local era grande e espaçoso; a iluminação era encantadora; e as obras de arte, que rodeavam o salão, deixavam tudo mais belo.


— Olha só essa, Nat! Ela é uma obra do grande Ticasso, feita à mão na década de oitenta. Só de imaginar uma dessas na minha sala, já fico sem fôlego. — Rebekah suspirou. — E você? O que achou?


Achei incrível, mas meu gosto é mais simples. Gosto mais de paisagens. Já Arthur, me falou que a mãe é fã do Ticasso. Com certeza ele vai tentar conseguir dar um desses a ela. Natalie disse; e, em seguida, seu celular tocou. Um segundo, Bekah. É o Arthur. Ela afastou-se para um canto e o atendeu:


Oi... Que?... Ah! Você só não esquece a cabeça porque tá no pescoço, hein! Tô indo aí! Ela desligou o telefone, com uma expressão divertida no rosto, e retornou para o lado de Rebekah.


  Acredita que ele esqueceu a carteira comigo? Esse Arthur!... Ela e Rebecca riram, e então Natalie continuou: Vou ter que ir lá pra socorrer a donzela. Tchau, Bekah! Nós nos vemos mais tarde.


— Até depois, Nat! — Rebekah despediu-se da amiga, dando gargalhadas. Ela lembrou-se de quando Arthur ficou vinte minutos procurando por sua blusa de frio, que estava amarrada em sua cintura o tempo todo. Ela estava extremamente feliz por reencontrar seus amigos e mal podia esperar para apresentá-los para Christian.

Nota: Arthur e Natalie são personagens da história “Crônicas de Avalon”, escrita pela minha amiga Nathalia Lopes. Acompanhe suas criações AQUI e divirta-se! Um obrigado a Nath pelo crossover e por ter deixado as falas de Arthur e Natalie exatamente como eles as diriam.

 [Música da cena: Wings – Birdy]


Rebekah estava prestes a voltar à área inicial da biblioteca, quando sentiu um aperto em seu coração. Um aperto tão forte que a fez cair no chão na mesma hora.


Ela tentava se levantar, mas era impossível. Era como se Rebekah carregasse toneladas em suas costas. Ela tentava gritar, mas não conseguia. Só o que saía de sua boca eram gemidos de dor.


Suas pupilas sumiram, deixando seus olhos totalmente brancos. Seu corpo, de repente, se levantou, mas seus pés não tocavam o chão. Ela estava flutuando!


Com seu corpo no ar, uma luz a rodeou. Uma luz tão forte que poderia cegar qualquer um que não fosse um Delphin. A dor em seu corpo era infernal, como se cada parte de seu ser estivesse prestes a explodir. Contudo, o pior momento foi quando sua mente foi dominada por memórias. Eram lembranças dolorosas e cruéis de pessoas que ela nunca havia visto antes, mas, por alguma razão, ela sentiu a dor de cada um. Todo sofrimento que aquelas pessoas tinham passado, ela vivenciou.


De repente, um fogo estrondoso dominou o salão. As chamas eram enormes e se espalharam rapidamente. As obras de artes derreteram-se em segundos; e as lâmpadas começaram a desmoronar junto com partes do teto.


O fogo se espalhou ferozmente em toda a biblioteca, destruindo tudo a sua frente. Os seguranças conseguiram escapar a tempo, mas seus colegas de trabalho não tiveram a mesma sorte. Toda dor que Rebekah sentiu, as memórias que ela viu e o fogo que ela, inconscientemente, disparou, eram resultado de algo simples, mas ao mesmo tempo desastroso: seus poderes de Delphin tinham despertado; e se não fossem contidos o mais rápido possível, o resultado seria ainda mais catastrófico.


[Continua...]


Obrigado, amigo leitor, por ter lido até aqui! E eu super agradeço se puder deixar um comentário abaixo!
Tenha um ótimo dia! :D



CRÉDITOS:


* Deixo aqui meus agradecimentos a todos os criadores de CP e Poses.
Here, my thanks to all CC and Poses’ creators.

Pose Rebekah by Qvoix;
Rebekah by Patrícia Leal;
Christian by Bruna Castro;
Louis by me:
Nicolas by me:
Roupa Louis by Princess Paranoia;
Margaery by me;
Ps: Eu editei todos os Sims a meu gosto.






3 Comentários

  1. Luuuuke, que capítulo incrível foi esse, hein?!!
    Comentando:

    1. Seu estilo de escrita é maravilhoso!!! Consegui sentir o desespero de Chris!
    2. A Margaery é tão cruel! Fiquei com pena de Chris!
    3. Amei o efeito da magia na mão de Margaery! Ficou muito legal! :D
    4. Louis é gato, hein! :D
    5. Amei o quartel secreto dos Caçadores e adorei a forma como eles a acharam!
    6. Amei muitooooooo o crossover!!! Ver Arthur e Natalie na cena foi demais!!! :D
    7. A imagem de Arthur sentado apertado ficou muito engraçada! xD :D
    8. OMG!!! Luke, que descrição incrível a dos poderes despertando!!! A cena ficou impressionante!!!

    Ansiosa pelo próximo capítulo!!!
    Parabéns, Luke!!! Arrasoooooooou!!!! \o/ S2

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  2. Oi Luke!!!
    Que capítulo maravilhoso é esse?!
    Pobre Chris, o que será que Margaery vai fazer??
    Adorei o local secreto dos caçadores :D
    Os efeitos visuais ficaram show!!! A bola de poder na mãe da Margaery e os poderes da Rebekah se manifestando, mais o fogo e ficou muito show!!
    Que fofos Natalie e Arthur em sua história <3

    Parabéns!!! Que capítulo incrível!!
    <3

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  3. Oi Luke!

    01. Tô com pena de Christian: fez pacto com o próprio diabo.
    02. Acho tão legal Natalie não ser ciumenta. Arthur é o sonho de consumo de muitas mulheres! A maioria o trancaria em casa. kkkkkkkkkkk
    03. Gostei de Nicolas e Louis. Parecem do bem.
    04. Que linda a história entre Arthur e Rebekah.
    05. Caramba! Capaz da culpa recair sobre Natalie, pois foi a última a deixar a sala! Que medo! E que dor pelos que ficaram presos na biblioteca. Espero que os caçadores Clarke ceguem a tempo!
    06. Sobre a produção: amei os efeitos nas fotos, a edição para demonstrar o efeito dos poderes de Margaery e Rebekah, o fogo na biblioteca. E as escolhas de palavras? Lindas! Deu para sentir a emoção deles em cada instante!

    Obrigada pela leitura, Luke! Amando a história.

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